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26 de jan. de 2026

Ron Perlim participa do IV Intercâmbio Cultural Barbalha/CE e Propriá/SE.

Ron Perlim
O escritor, presidente do @ccpria.se e Coordenador da Flipriá (Festa Literária de Propriá) participou da mesa do IV Intercâmbio Cultural Barbalha/CE e Propriá/SE no auditório da Codevasf, dia 24 de janeiro de 2026 com. 

Em sua fala, agradeceu ao convite recebido do Coordenador, o professor Alberto Amorim e enalteceu a importância daquele momento. Depois que os demais componentes proferiram as suas opiniões, a palavra foi franqueada para o professor Dr. Jozier Ferreira.


O professor Jozier contextualizou como se deu os primeiros contatos com Alberto Amorim, à época presidente do CCP, o poeta Rossi Mágne e o acadêmico Erasmo Lopes sobre as pequisas realizadas sobre a região do Baixo São Francisco e como elas o levou até Propriá.

Em seguida, expôs a História de forma clara e simples do processo de migração de cidadãos propriaenses até às paragens que deram origem à cidade de Barbalha.

Mostrou, também, que o nome do padroeiro Santo Antônio, homenagem de Luiz Gonzaga e outros fatos não eram pura coincidência, mas evidências que contam e integram a História entre as duas cidades.

Estiveram presentes Franklin Ribeiro Magalhães, Presidente da Aplcad e Tesoureiro do CCP, Helenice Reis, presidente da ALVP, Irinéia Borges e outras membras dessa academia, o ex-prefeito Iokanaã Santana, os poetas Cleno e Ruan, membros do CCP e da Aplcad, Jorge, da União Beneficente, pe. Klebson, o bisbo de Propriá e demais convidados, além da comissão de Barbalha.



O intercâmbio foi encerrado pelo Bispo Dom George Muniz, demonstrando interesse pelo evento e a importância que tem para Propriá.

A esquerda, Alberto amorim. Na sequência Dom George Muniz, 

Ron Perlim e Helenice Reis


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18 de dez. de 2025

Entre livros e debates, FLIPRIÁ 2025 enfrenta o desafio da desinformação (fake news)

FLIPRIÁ 2025 reuniu estudantes, educadores e escritores do Baixo São Francisco
Sede da AABB, Propriá, SE.

📚 A 4ª edição da Festa Literária de Propriá (FLIPRIÁ 2025) foi muito mais do que uma celebração da literatura e da cultura sergipana. Idealizada e coordenada desde a primeira edição pelo escritor Ron Perlim, a Festa consolidou-se como um espaço potente de reflexão crítica, trazendo ao centro um dos debates mais urgentes da atualidade:

Fake News, Desinformação e Redes Sociais

Realizada em Propriá (SE) pelo Centro de Cultura de Propriá, a FLIPRIÁ reafirmou o poder da palavra como instrumento de consciência social, diálogo e transformação.


🎓 Homenagem Especial

A edição de 2025 prestou uma justa e emocionante homenagem ao professor Claudomir Tavares, reconhecendo sua contribuição inestimável para a educação e para a cultura local. Um tributo que reforça o compromisso da FLIPRIÁ com a valorização do conhecimento e de quem o constrói diariamente.


🧠 Um Tema Necessário para o Nosso Tempo

A programação da FLIPRIÁ 2025 foi cuidadosamente pensada para aprofundar as múltiplas dimensões da desinformação no mundo contemporâneo. A escolha do tema central demonstrou a maturidade e a responsabilidade social da Festa Literária ao enfrentar desafios do presente.

A literatura foi apresentada como:

  • 📖 Ferramenta de letramento midiático

  • 🛡️ Instrumento de resistência intelectual

  • 🌱 Caminho para a formação de leitores críticos e conscientes


🎤 Debates que Ecoaram Além do Evento

Os painéis e rodas de conversa reuniram escritores, jornalistas, educadores e especialistas em comunicação. As discussões tiveram grande repercussão e foram amplamente compartilhadas nas redes sociais, especialmente no Instagram oficial do evento (@flipria.se).

💬 “O combate à fake news não é apenas sobre checar fatos, mas sobre construir um senso crítico na base, na escola, para que o leitor se torne um cidadão letrado, capaz de discernir a verdade no ruído da desinformação.”
— Destacou um dos debatedores


📌 Ideias-Chave dos Encontros

📖 A Literatura como Vacina

A boa literatura e a poesia foram apontadas como verdadeiros antídotos contra a simplificação do pensamento, promovendo empatia, profundidade e reflexão — elementos essenciais para enfrentar a desinformação.

📰 O Desafio da Credibilidade

Jornalistas presentes discutiram os obstáculos de manter a confiança do público em um ecossistema de comunicação acelerado, reforçando a importância da ética profissional e da educação para a imprensa livre.


🤝 Impacto Social e Comunitário

Mais do que palestras, os encontros promoveram trocas genuínas sobre os impactos da desinformação:

  • 🏥 Na saúde pública

  • 🗳️ Na democracia

  • 💬 Nas relações interpessoais

A FLIPRIÁ mobilizou a comunidade de Propriá e região para uma participação ativa e consciente no debate público.


🌟 Um Legado que Permanece

A FLIPRIÁ 2025 encerrou-se com a certeza de ter cumprido um papel fundamental: provocar o pensamento e fortalecer a resistência cultural. O sucesso do evento, marcado pela expressiva participação de estudantes e do público em geral, evidencia o desejo da comunidade por debates qualificados e comprometidos com a verdade.

Ao homenagear o professor Claudomir Tavares e colocar a desinformação no centro do debate, a FLIPRIÁ consolidou-se como um farol cultural e agente de transformação social no Baixo São Francisco.

📚 A mensagem que fica: munidos de livros e de um senso crítico aguçado, é possível navegar — e resistir — aos mares revoltos da era digital.


📲 Acompanhe a FLIPRIÁ nas Redes Sociais

👉 Instagram oficial da Festa Literária de Propriá e do Centro de Cultura de Propriá (CCP:
@flipria.se e @ccpria.se


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6 de nov. de 2025

III Festa Literária de Propriá, Sergipe.

A Festa Literária de Propriá foi realizada no dia 29 de novembro de 2024. Coordenada pelo escritor Ron Perlim e Realizada pelo Centro de Cultura de Propriá (CCP), SE teve como tema: Literatura, apagamento e invisibilidade no Baixo São Francisco, sendo homenageado o Prof. Mário Roberto, que foi membro e um dos cofundadores do CCP.

O Objetivo do evento é valorizar, divulgar os escritores do Baixo São Francisco que tem como cidade polo Propriá e as cidades circunvizinhas do estado de Alagoas para que as pessoas compreendam a importância da leitura. A programação é bastante diversificada, contendo atividades de formação na área do livro leitura para os alunados do Ensino Fundamental e Médio, professores e demais interessados.

Nesta edição, contou com a seguinte programação:





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12 de ago. de 2025

RESENHA DO LIVRO “ESTOU FARTO DO LIRISMO COMEDIDO”, DE RUAN VIEIRA


 Por: Matheus Kennedy

Ruan Vieira é um exímio bailarino das palavras. A poesia, sua sapatilha, lhe calça muito bem. “Estou farto do lirismo comedido”, publicado pela Mondru Editora, é um grito de basta à poesia que se preocupa mais com a forma do que com o conteúdo; à poesia que prioriza mais a métrica e a estética do que o sentimento. Reunindo diversos poemas, alguns deles, por meio da intertextualidade, dialogando com textos de autores como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa e Paulo Leminski, Ruan vai traçando um caminho poético que capta, com sensibilidade e habilidade, a poesia presente no mundo, no dia a dia, em cada momento experimentado.

O primeiro texto que inaugura o livro, intitulado “Poesia de Cada Dia” , é uma espécie de “testamento” do que a obra do jovem poeta sergipano propõe. Ruan defende a ideia de que a poesia, mais que uma arte, é um sentimento humano e, portanto, está presente em todos os ambientes e todas as pessoas são capazes de poetizar as suas vidas, quebrando a lógica da poesia como um exercício essencialmente acadêmico ou especializado. É nesse ínterim, que ele exalta a poesia livre das amarras da gramática e das regras que tornariam, aos moldes parnasianos, um poema belo e perfeito. “Fique com a Sintaxe da Gramática e me deixe com a Semântica da Poesia”, asseverou.

Os poemas-paródias de Ruan são resultados de uma genialidade única. “No meio do caminho, um passarinho”, recuperando a máxima drummondiana, é um hino à liberdade (daí o passarinho), que a pedra de Drummond impossibilitaria. “Oração ao vento”, paródia da música “Oração ao tempo”, de Caetano Veloso, é um dos meus prediletos. Cantando ao vento, o poeta chama um amigo, pedindo sua suave ou intempestiva presença em sua vida e no movimento dos destinos. Li cantando.

Utilizando recursos como metáforas, ironias e versos livres, sob fortes influências literárias e musicais, nasce uma poesia que aborda questões existenciais, tais como a infância em “Aurora da minha vida”, a presença e importância da figura materna em “Minha mãe é uma semideusa”, a existência divina, à la Nietzsche, em “Paradoxo do divino”, a traição em “O beijo de Judas” e o patriotismo genuíno em “Canto a minha terra”.

Mas a poesia de Ruan não termina por aí. Há também alguns poemas com forte teor erótico, alguns mais explícitos que outros, como em “Sem nem sequer saber de poesia”, onde o eu lírico afirma que conhece (“viajou”) o corpo da amada, evidenciando que o ato sexual, ou melhor, transar, também é uma forma de se fazer poesia, a arte de cantar/fazer o amor.

São muitos os poemas que compõem a obra do jovem poeta sergipano e este texto não daria conta de destrinchar cada um deles. Selecionei aqueles que me tocaram mais fortemente. E encerro com o poema-paródia “Tecendo o texto”, uma canção do fazer poético, que reflete a clareza de Ruan, volto a dizer, como um bailarino das palavras, que sabe conduzir e construir, palavra por palavra, verso por verso, significados, sentimentos, verdades inauditas. “Uma palavra sozinha não tece um texto: ela precisará sempre de outras palavras”.

Precisaremos sempre, mais e mais, da poesia de Ruan, que só ele sabe tecer.

Nota biográfica: 

Matheus Kennedy é Graduado em Letras-Português pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Foi pesquisador-bolsista pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC - Fapesq/UEPB) durante 2021 a 2023. Mestrando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores (PPGFP/UEPB). 

Em 2020, foi um dos fundadores do Debate na Mesa, permanecendo até hoje na equipe.


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9 de abr. de 2025

O livro e a importância do vendedor

Transcrição do bate-papo entre o escritor Ron Perlim e o ex-secretário de Cultura, Juventude e Esportes de Propriá, Sergipe, Renison Félix. O bate-papo aconteceu na secretaria em março de 2021 e teve como tema: O livro e a importância do vendedor.

Principais Tópicos:

  • Importância do vendedor de livros: Discute-se o papel do vendedor, tanto o tradicional que oferece livros de porta em porta quanto o autor independente que vende suas próprias obras. É ressaltada a necessidade de desenvolver o hábito da leitura na população.
  • Desafios na venda de livros: Aborda-se a dificuldade de vender livros no Brasil, não apenas didáticos, mas também autorais, devido à "incompreensão" da população sobre o valor do livro como investimento. A influência das novas tecnologias em tirar o foco da leitura também é mencionada.
  • Obras do escritor Ronaldo Pereira de Lima (Ron Perlim): São apresentados seus livros, como "As Margens do Rio Rei", "Agonia Urbana", "Porto Real do Colégio: Sociedade e Cultura", "Laura", "A Menina das Queimadas", "Viu o Homem", "Foi Só um Olhar", "O Povo das Águas" e "Porto Real do Colégio: História e Geografia". Algumas obras foram premiadas ou adotadas por escolas.
  • Dia do Bibliotecário: É mencionada a importância do bibliotecário como orientador no universo literário, facilitando o acesso ao conhecimento.
  • Importância da biblioteca pública: Debate-se o papel crucial da biblioteca pública no município, especialmente em contraposição à ideia de que o celular substituiria essa instituição. A biblioteca é vista como um espaço de acesso democrático ao conhecimento, cultura e desenvolvimento social, além de promover a saúde física e emocional através da leitura em formato físico. A situação da biblioteca desmontada em Propriá é mencionada, assim como os esforços para sua reativação.
  • Academias de Letras: Discute-se a ausência de maior participação das academias de letras (como a Academia Propriaense de Letras) junto ao poder público para fomentar a cultura e a literatura. É defendida uma atuação mais ativa dessas instituições na proposição de projetos e no diálogo com as secretarias de cultura e educação.
  • Feira de Livros em Propriá: É levantada a possibilidade de realizar uma feira de livros no município após a pandemia, considerando seu potencial como polo regional. A ideia de uma futura Bienal também é mencionada como um sonho a ser perseguido.
  • Fomento à venda de livros: Questiona-se a falta de incentivo para a venda de livros, inclusive de porta em porta, e o impacto da tecnologia nesse tipo de comércio.
  • Adoção de obras literárias nas escolas: Discute-se a importância de as escolas adotarem obras de autores locais, como ocorreu com o livro "Porto Real do Colégio: História e Geografia" na Escola Santa Terezinha. O processo de adoção em escolas particulares e públicas é brevemente explicado.
  • Contexto das obras de Ronaldo Pereira Lima: O autor explica a origem e o tema de cada um de seus livros, desde a necessidade de uma obra sobre a história de Porto Real do Colégio até crônicas políticas e reflexões sobre a violência.

Resumo: o bate-papo destaca a relevância dos livros, dos profissionais que os disseminam (vendedores e bibliotecários), e das instituições que promovem o acesso à leitura (bibliotecas e academias de letras), com um olhar específico para o cenário cultural e literário de Propriá e das cidades circunvizinhas..

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7 de mar. de 2025

O Autor Fala de Sua obra: Roniel Teipó

O Blogue do Ron Perlim recebe com alegria a entrevista de Roniel D. Teipó. Ele nos falará do seu livro Pirata na  estrada: história do Piratas do Agreste Moto Clube.

Roniel Teipó; @ron_pamc

Roniel D. Teipó, 26 anos, é músico, motociclista e escritor brasileiro, natural de Porto Real do Colégio, Alagoas, e atualmente reside em Arapiraca. Membro do Moto Clube Piratas do Agreste MC, dedica-se à irmandade e às aventuras sobre duas rodas. Recentemente, escreveu o livro "Pirata na Estrada", no qual narra experiências e histórias vividas no clube em que faz parte e no universo dos motociclistas.

Ron Perlim: Como nasceu o livro Pirata na Estrada:

Roniel Teipó: O livro Pirata na Estrada nasceu da minha vivência como motociclista e membro do Piratas do Agreste Moto Clube. Sempre fui apaixonado por motos e ao longo do tempo que estou no clube, acumulei histórias, experiências e reflexões que pareciam pedir para serem registradas de alguma forma.  

O estalo para escrever veio de forma quase inesperada, a partir de pequenas publicações que fiz no Instagram sobre o Piratas do Agreste MC e Motociclismo no geral. Inicialmente, eu apenas queria compartilhar algumas histórias do clube, registrar momentos marcantes das nossas viagens e dar voz à cultura biker que vivemos intensamente.

À medida que eu publicava esses textos, percebi que havia uma resposta muito positiva. Motociclistas e até pessoas que não eram do meio comentavam e demonstravam interesse em saber mais sobre o que significa ser do Piratas do Agreste MC. Essas postagens começaram a ganhar força e, com o tempo, percebi que não eram apenas relatos soltos, mas sim pedaços de uma história maior, que merecia ser contada com mais profundidade. Eu queria contar isso para o mundo, mas não queria fazer um livro meramente técnico ou documental. Queria algo mais vivo, algo que transmitisse a essência do que é ser um motociclista de verdade.  

Assim, fui escrevendo aos poucos, entre uma viagem e outra, entre reuniões do motoclube e momentos de descanso. Algumas histórias vieram direto da estrada, outras foram escritas sobre relatos de membros mais antigos no clube, e muitas surgiram de reflexões pessoais sobre liberdade, respeito, lealdade e motos. O título Pirata na Estrada surgiu de uma regra que temos no clube, onde, ao viajar, devemos colocar no nosso grupo a localização em tempo real, e informamos aos demais membros com a frase "Pirata na Estrada". No livro, a estrada é muito mais que uma rodovia. A "estrada" refere-se a própria história.

No início, não sabia se o livro tomaria forma definitiva ou se ficaria apenas como um registro pessoal, mas quanto mais eu escrevia, mais percebia que ele poderia significar algo para outras pessoas. E assim, entre curvas, aceleradas e muita inspiração, o livro nasceu.  

Ron  Perlim: Do que trata ou fala o livro?

Roniel Teipó: Pirata na Estrada não é apenas um livro sobre motos e viagens. Ele é uma mistura de narrativa, filosofia de vida e cultura motociclística. No fundo, é um retrato do que significa viver na estrada, pertencer a um moto clube e carregar no peito o compromisso com uma irmandade que vai além da amizade comum.  

O livro fala sobre os códigos e história do Piratas do Agreste MC, a relação de respeito e lealdade entre irmãos membros, as histórias vividas nas viagens e encontros, e até mesmo as dificuldades que enfrentamos por escolher esse estilo de vida. Há momentos de aventura, de perigo, de reflexão e de pura adrenalina.  

Além das experiências pessoais, o livro também aborda a simbologia dos motoclubes, o significado dos valores, dos brasões e das regras que regem nosso universo. Quem está de fora muitas vezes não entende ou tem uma visão distorcida sobre os moto clubes, e eu quis trazer uma visão realista, mostrando que, por trás do couro e das motos barulhentas, há valores muito sólidos e um respeito profundo entre aqueles que vivem essa vida de verdade.  

Outra parte importante do livro são as histórias de membros como o Jaime, presidente do Clube, entre outros membros que encontraram no motociclismo uma segunda chance na vida, ou até mesmo aqueles que enfrentaram desafios enormes, mas nunca desistiram da paixão pela moto. 

Pirata na Estrada é um livro sobre liberdade. É sobre o desejo de explorar o mundo sobre duas rodas, de desafiar os próprios limites, de encontrar um propósito na estrada. Ele é dedicado não só aos motociclistas, mas a todos que, de alguma forma, se identificam com a ideia de buscar algo maior, de viver intensamente e de seguir o próprio caminho, independente dos obstáculos.  

Se você já sentiu aquela vontade de pegar a estrada sem destino certo após assistir Easy Rider, se já se perguntou como seria uma vida sem amarras, ou se simplesmente admira a cultura motociclística, então esse livro é para você.

Saiba Mais:

Sinopse

Embarque em uma jornada emocionante pelos caminhos do Piratas do Agreste Moto Clube, uma irmandade que nasceu do asfalto quente e do espírito livre do agreste brasileiro. Desde suas raízes, quando um grupo de amigos decidiu transformar a paixão por motos em um estilo de vida, até os dias atuais, este livro revela as histórias que moldaram a alma do clube.

Com capítulos recheados de aventuras, desafios e conquistas, "Pirata na Estrada" apresenta os valores que guiam os Piratas. Você descobrirá como o clube se tornou um símbolo de união e resistência, navegando por eventos marcantes, encontros inesquecíveis e as transformações que acompanharam sua trajetória ao longo dos anos.

Mais do que um livro sobre motociclistas, esta é uma celebração de uma cultura que une estradas e pessoas, mostrando que, para os Piratas do Agreste, o destino final é sempre o próximo horizonte. Prepare-se para acelerar e mergulhar nesta aventura cheia de emoção, nostalgia e um pouco de poeira na bota.

Onde comprar:

Neste link: Pirata na Estrada, por Roniel D. Teipó - Clube de Autores ou diretamente com o autor pelo seu Intagram: @ron_pamc
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2 de dez. de 2024

Manifesto Poesia de Cada Dia


No Pão de Açúcar 

De Cada Dia

Dai-nos Senhor

A Poesia

de Cada Dia.

("Escapulário" - Oswald de Andrade, Pau-brasil, 1925.)


A poesia existe nas expressões cotidianas. No Bom Jesus dos Navegantes. No Pôr do Sol visto da Orla ribeirinha em sintonia com a paisagem maravilhosa de nosso Rio. Sim. Tem poesia no mundo. No canto da torcida quando o seu time é campeão. Na cantoria da lavadeira ou do agricultor. Na alegria de um menino que sonha em ser jogador e ganha uma bola de futebol ou de uma menina que sonha em ser cantora sertaneja e ganha um violão. 

Poesia não é só estética, não é estática e não se aprisiona. A poesia é uma das expressões mais singelas, livres e naturais que temos. Poesia é inexata, ilógica, abstrata, fantasiosa, não é útil, pois não é prática, a poesia não são as quatro operações básicas, ela não tem tamanho, não se mede, não se calcula, a poesia é infinita e não está só nos livros. Tem muita poesia no mundo. 

Nas ruas, nos bares, nas praças, nos campos, nas escolas, universidades, nos olhos de uma criança, na palavra amiga, nas declarações de amor, na natureza, nos muros da cidade. 

A poesia é para todos. Chega de poesia para a burguesia! 

Estou farto de poesia para poetas, poesia para críticos, poesia para especialistas. Poesia não se explica! Poesia se sente tal como o amor. Ela não é só métrica, rima e figuras de linguagem, não se resume a ficar preso a uma só perspectiva. Não. A poesia é expressão, ela vai além, é o nosso sentimento posto para fora em versos. Muitos se prendem à forma, esquecendo-se do conteúdo e veem a poesia como uma fórmula matemática que precisa ser estudada e memorizada. Mas não. Eu conheço poetas, homens e mulheres, que nem escrevem. Mas quando abrem a boca pra falar, eu ouço poesia. Literatura popular!

Tem poesia nas favelas, nas feiras, nas procissões. Seja na boca de um doutor de Literatura ou na boca de um comerciante vendedor de batatas, lá está ela! Eu quero a poesia do povo. A poesia de cada dia.

“Nós não lemos e escrevemos poesia, porque é bonito. Nós lemos e escrevemos poesia, porque pertencemos a raça humana e a raça humana está cheia de paixãoMEDICINA, DIREITO, ENGENHARIA, são ambições nobres, necessárias para manter a vida, mas poesia, beleza, romance, amor, é pra isso que ficamos vivos.” (John Keating, Sociedade dos Poetas Mortos, 1989)

Muita gente me diz que não gosta de Literatura como se a literatura só estivesse ligada aos livros. Eu digo “meu amigo, teu problema é com a leitura e não com a literatura.” 

Você gosta de ouvir Racionais? Gabriel O Pensador? Charlie Brown Jr? Já ouviu Renato Russo? Djavan? Belchior? Raul Seixas? Gosta de Alceu Valença? Zé Ramalho? Marisa Monte? Cássia Eller? Ana Carolina? Seu Jorge? Cazuza? Já dançou ao som do Tim Maia? 

Eu poderia ficar aqui o dia inteiro a mostrar pra você que Literatura não diz respeito só ao livro, mas a gente pode encontrar na música, no teatro, no cinema, numa conversa de bar.

Tem poesia no mundo e a gente precisa não só admirá-la, mas também senti-la.

Não vivemos sem ela como também não vivemos sem sonhar. Difícil viver neste mundo sem qualquer contato com a poesia. É uma necessidade nossa, este contato com algum tipo de fabulação. Assim como todos sonham de pé ou deitados, com os olhos abertos ou fechados, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo da fantasia.  

Tenho uma certa suspeita de que todos nós somos poetas. A criação ficcional ou poética está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito, desde uma anedota, HQ 's, notícia, canção popular, moda de viola, até o samba carnavalesco, frevo e maracatu. A poesia se manifesta universalmente desde o devaneio amoroso no ônibus até a atenção fixada na novela da TV, no videoclipe, ou na leitura seguida de um romance.

Todos nós gostamos de literatura e estamos envolvidos com ela seja através de criações de toque poético, ficcional ou dramático, leituras de fábulas, histórias em quadrinhos ou livros clássicos, pinturas, apresentações teatrais, dança e música. 

É esta a poesia que eu quero: A popular. A poesia de cada dia.

Autor: Ruan Vieira

Referências:  Semana da Arte Moderna, 1922. Sociedade dos Poetas Mortos, 1989.

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16 de out. de 2024

Alunos fazem homenagem a Ron Perllim

Dia 02 de outubro de 2024.

O escritor Ron Perlim foi convidado para participar de um evento cultural realizado pela Escola Estadual D. Santa Bulhões, ele e Nhenety Kariri-Xocó.

Em sua fala reforçou a importância do livro e da leitura para a vida pessoal, profissional e para a saúde. Sempre que participar desses eventos, faz questão de dar ênfase sobre isso por saber o quanto a leitura é importante para as pessoas. Fez isso quando participou de uma Roda de Conversa nessa mesma escola, com a turma da professora Geovana no dia 18 de setembro de 2024.

Escola Estadual Dona Santa Bulhões
Porto Real do Colégio, AL.

Antes de passar a palavra para Nhenety Kariri-Xocó, fez uma breve apresentação de seu amigo e coautor de Muritaê, livro cujo conteúdo é a Memória, História desse povo.

Nhenety, por sua vez, falou sobre a importância do encontro cultural e da proximidade das escolas com a cultural do seu seu povo, deu o significado do nome Muritaê, agradeceu pelo convite e encerrou a sua fala. 

Houve uma apresentação do alunado.

Após a apresentação, a professora doutoranda, Elizabeth Costa Suzart, deu ênfase no que havia sido dito anteriormente; enriquecendo ainda mais o bate-papo. Parabenizou os alunos, o corpo docente e agradeceu pela participação.

Os alunos e a professora Geovana presenteou os escritores Ron Perlim e Nhenety com uma linda xícara com a foto do livro Muritaê e a foto de cada um deles.

Profa. Geovana, Ron Perllim e Nhenety Kariri-Xocó
O autores ficaram muitos felizes.

Agradeceram aos alunos e a professora.


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20 de set. de 2024

Pingue-pongue de conflitos


Estive observando a língua dos eleitores e nelas os verbos fazem festa, movem de um lugar para outro; esperando o momento para fazer uma boquinha.

Entre eles, os mais comuns são: [1]comer, mamar, [2]pular. Estes demonstram que a compreensão da maioria do eleitorado é decadente, desacreditado e pertence a todas as classes. É do tipo, da espécie que não espera porque não há esperança em si, não acredita porque não tem crença em si.

Eles espelham a individualização do voto. Há casos que essa individualização compromete amizades, constrange pessoas, gera um pingue-pongue de conflitos. Ela fere, ameaça à dignidade da pessoa humana.

As charges e propagandas eleitorais que abordam apenas a classe que precisa da dentadura, de caibros e do comércio eleitoral são falsas, pois, a barganha neste país não pertence a nenhuma classe social porque ela esta em todas e todas está nela; cada uma com seus interesses pessoais.

Há momentos na vida que é necessário se desviar da rotina, do caminho, das línguas e dos verbos; não porque haja nele pedregulhos, mas simplesmente para reavaliar conceitos que nas casas estão e fora delas, aprofundar-se nesse fazer político “socialmente natural”.


 



[1] Mamar e comer: receber benefício financeiro  fixo ou esporádico.
[2] Pular: mudar de um grupo político para outro com o único objetivo de receber benefícios. 
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19 de set. de 2024

Bate-papo: E. E. Dona Santa Bulhões


Fui convidado  pela professora Geovana Rezende Martins, da Escola Estadual Dona Santa Bulhões, município de Porto Real do Colégio, Alagoas. Indicação do Professor e amigo Flávio Hora. Obrigado a ambos. 

No horário marcado, às 14:00 horas, lá estava eu.

A professora me fez entrar, me apresentou para seus alunos. Era para um bate-papo sobre leitura, livros e carreira literária.

Na sala, esquadrinhei o ambiente, fiz um breve resumo de quem era e dei espaço para que o alunado pudessem interagir. A interação inicial foi tímida, mas pouco a pouco vieram as perguntas uma após outra e passei uma hora com eles.

Falei para eles sobre o tema de cada livro citado.

Falei-lhes da importância das leituras, classificando-as em leitura do mundo, leitura dos livros e leitura de si como os elementos fundamentais de uma formação plena para a convivência social. 

Também falei da importância de eles se apropriarem do saber através das leituras.

O bate-papo foi agradável.

Alunos  cordiais e educados. Muito obrigado pelas palavras de carinho.

Parabéns a professora  Geovana.

Parabéns aos demais profissionais.

Obrigado.

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22 de jun. de 2024

São João no Nordeste

 


São João no Nordeste

É cultura e tradição

Tem muita festa da boa 

Pra gente curtir e rir à toa

Ao som do Rei do Baião


No São João do Nordeste

Tem brincadeira e emoção

Corrida de saco, cabo de guerra, tiro ao alvo

Pescaria, pular fogueira, estourar balão 

O que não falta é alegria pra completar a diversão


Nós aqui do Sertão,

Se deixar, dança noite e dia 

E cantarola de hora em hora

“Viva São João, Viva São Pedro

Viva, viva, viva, Maria!” 2x


Ao som do forró Pé de Serra

Triângulo, Sanfona, Xote e Baião

Ouvindo Flávio José, Elba Ramalho,

Aldemário, Dominguinhos, Gonzagão

O que não falta é música boa pra dançar no São João 


E no São João do Nordeste

Também tem comida de montão

É rapadura, pamonha, canjica, bolo típico, mandioca

Pé de moleque, milho assado e cozido, cocada e paçoca

O que não falta é comida, deixe de reclamação!


Se você estiver sem par

Arranje logo, gota serena!

Que é pra curtir o Arraiá

Beber, comer, conversar

Dançar agarradinho com uma linda morena


Pois isso aqui é Nordeste

E dele eu não abro mão 

Terra de mulher bonita e cabra da peste

Não tem comparação

Quem tá fora, quer entrar; Mas quem tá dentro, não sai não!


E viva o São João!


Ruan Vieira

(Poema escrito em homenagem ao meu Nordeste celebrando a melhor época do ano: o São João)

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